Xcopter – 3 anos de projecto

1 de Março de 2015

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Já fazia umas semanas que não voava com o Xcopter devido ao mau tempo e aproveitei a manhã de Domingo para desenferrujar. Ainda pensei que já não conseguisse pilotar bem mas não tive problemas.

 

O Xcopter também se portou bem, foi só carregar as baterias e voar. Continua suave ao voar de um lado para o outro em modo Stabilize, o Loiter também se portou bem pois conseguiu ficar parado mesmo com algum vento.

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Uma das razões pela qual voa suavemente e com nenhum ou quase nenhum efeito gelatina nos videos é porque da última vez que calibrei as hélices utilizei um método mais “sofisticado”. No entanto preciso ainda de investir algum tempo a configurar o gimbal.

 

Já faz mais de 3 anos que comecei este projecto e foi no fim de Março de 2012 que fiz os primeiros voos experimentais ainda com muito por fazer até chegar aos quadcopter que tenho hoje. Daqui para diante ainda não sei como voi evoluir mais o Xcopter mas hei-de lembrar de algo.

Xii, o que praí vai!

14 de Fevereiro de 2015

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Começo por chamar a atenção para três artigos recentes:

Está a preparar-se legislação portuguesa para regular a utilização de aeronaves remotamente pilotadas usualmente conhecidas como “drones”. Recentemente houve um seminário organizado pelo INAC (Instituto Nacional de Aviação Civil ) onde estiveram representadas várias entidades entre as quais a CNPD (Comissão Nacional de Proteção de Dados).

Pelos vistos voar num jardim e filmar pessoas do ar é uma violação da vida privada. E se o filme for feito a partir de um telemóvel ou máquina fotográfica no solo não é também? Para além de que uma pessoa consciente não voa por cima de pessoas mas esta é a parte complicada, o bom-senso não se vende nas farmácias.

Do meu ponto de vista acho que se estão a misturar vários usos dos ditos “drones”. Há os veículos aéreos não tripulados autónomos e há os veículos aéreos pilotados remotamente. Dentro destes ainda há o uso comercial para captação de imagem, inspecções técnicas, etc, o uso para investigação e há ainda o uso amador.

Muito antes de haver toda esta conversa em redor dos “drones” já havia o aeromodelismo com réplicas de veículos aéreos ou então experimentações. Alguns destes podiam fazer voos não tripulados autónomos com ou sem captação de imagem e durante décadas foi assim, nunca houve problemas com a aeronáutica cívil, militar ou potenciais violações da privacidade.

Eu no meu caso vejo-me mais como um “aeromodelista” que voa um veículo experimental, neste caso um quadcopter. Foi no aeromodelismo que comecei com modelos de avião em balsa à cerca de 25 anos e em que era necessário ter cuidado com os locais de voo, não podia ser em qualquer local. Na altura fiz parte de um clube de aeromodelismo e fui federado com direiro a seguro de responsabilidade cívil.

Isto tudo para dizer que a legislação deve ir ao encontro da regulação do uso profissional dos ditos “drones” e também para limitar os prevaricadores de actividades ilegais sejam elas quais forem. O uso amador e experimental deve cair na actual regulamentação do aeromodelismo cujos intervenientes normalmente já tem a preocupação de salvaguardar pessoas e bens, pelo que aqui não há nada de novo.

Sem falar que, como em muita coisa na vida, o bom senso deve prevalecer sempre. Se algo parece perigoso é porque realmente deve ser.

Xcopter – Encontro imediato

8 de Fevereiro de 2015

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Se há um quadcopter estranho é o DJI Inspire 1. Desenvolvido com o objectivo de ser um suporte para uma camera com 4K de resolução video, o aspecto faz lembrar mais um alien ou um robô vindo do futuro que um multicopter.

Já vi e pilotei brevemente um Inspire e não tem piada. Voa tão estável, tão facilmente que tira a sensação de aventura e “bleding edge” de uma tecnologia que em larga escala pouco mais tem que dois anos.

O video foi feito a partir do meu Xcopter a acompanhar o Inspire no seu voo inaugural. Como podem ver é muito rápido a andar de um lado para o outro e engraçado de ver a “transformar-se”.

Se eu fosse meter-me no mercado semi-profissional da captação de imagens aéreas, sem dúvida que ficava muito bem servido com um Inspire.

Xcopter – Primeiros voos 2015

15 de Janeiro de 2015

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No último fim-de-semana efectuei os primeiros voos do ano 2015. Depois da já falada avaria de um motor no dia de Natal, não tornei a voar até ter os 6 novos rolamentos para substituição em 3 dos motores, já que o outro é praticamente novo.

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Para conseguir desmanchar os motores para trocar os rolamentos comprei uma nova ferramenta, uma pequena tesoura de bicos, já que até aqui com os alicates destruia o freio. Depois de desmanchar o rotor e dar uma pancadinhas gentis nos rolamentos para os remover e outras pancadinhas gentis para colocar os novos no sítio, foi só montar e já está.

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Não creio que trocando os rolamentos os motores fiquem como novos mas devem dar para mais umas largas horas de voo. Talvez seja de considerar da próxima vez que os motores precisem de manutenção, comprar uns novos em vez de comprar novos rolamentos.

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Também estreei umas luvas especiais para pilotar o Xcopter, a particularidade é terem a descoberto os dedos indicadores e os polegares. Já deram muito jeito para pilotar numa manhã fria de Janeiro. Parece que não mas quando se dá por ela as mãos estão geladinhas.

Quanto aos voos correram muito bem, o Xcopter pareceu-me mais silencioso e as imagens captadas com menos efeito gelatina. Ainda há uma melhoria técnica que vai ser equilibrar de novo as hélices mas com outro método. De resto continuou a voar bem em modo Loiter mesmo com algum vento.


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